Wednesday, November 14, 2007

fábula do vazio

Hoje cumpri mais um dia.

Automatizado acordar de repetidos gestos. Monotonia sem gradação de sentimentos. Cumpro rituais de rotina . silêncio interior ensurdecedor, gritos de solidão no vazio do meu peito sem dono. Não o entrego mais agora.

Hoje cumpri mais um dia.

Incessante procura do silêncio da felicidade, da quietude de um beijo, bálsamo para esta dor que me arranha o peito. hoje, como ontem e antes de ontem e todos os dias que passaram , espero por essa quietude, por essa chave que abra as portas do meu castelo.

Hoje , como antes, comtemplo do alto do meu castelo.

Continua impenetrável.

cumpri mais um dia.

espero pelo dia que se segue.

Prosigo com os rituais de rotina.

deito me.

a dor continua a arranhar o meu peito.

levanto me.

registo.

deito me.

espero adormecer.

dia cumprido.

Tuesday, October 30, 2007

metade de quase feliz (happy)

2
dias
muitas
horas
encontro
juntos
descoberta
café
olhar
cumplice.

lençolbrancoenrugadodetantomexereremexer.
acordarcomumbraçosobreopeito.estoulivre......
ébomsaberquenãosãotodosiguais.queafinal, ahahaha, foitudoumpesadelo.

Tuesday, July 24, 2007

the new blog life

começo hoje, 24 de julho de 2007, uma nova era neste meu espaço.
Escrevo enquanto ouço uma das aquisições acústicas mais fascinantes que descobri nos últimos tempos, os SIMIAN MOBILE DISCO. electrizantes, melómanos,actuais e que refelectem a abordagem que pretendo para este meu espaço de reflexão; transversais, sem medo de misturar, sem medo do que acham deles próprios, fazem porque gostam, porque são influenciados pelas suas vivências, que não se fazem do pré concebido e fabricado.
"it's tha beates, give tha mind, it's tha beats... forget about tha seats..."
espero também nesta nova abordagem fazer uma reflexão séria e coerente, dentro daquilo que eu concebo como coerente, das problemáticas que influenciam a vivência comtemporânea.

portanto, que me sirva apenas de diário, já é terapia.

Sunday, June 24, 2007

adeus


é tarde, tarde demais.

porque as gotas de licor de falso me alcoolizaram a estima.

fiquei inconsciente, perdi- me em frente ao lugar onde os mortos descansam, desejei entrar naquela morada dos mortos e fazer parte daquele mundo onde não há mais dor de amor e desilusão.

Antes doeu -me, muito. tanto que meu coração se reduziu á cinza dos cigarros que incessantemente acendi, devorei , apaguei e deitei fora. deixei de sentir alegria, deixei de poder chorar.

mais uma vez me refugiei no mar. mas desta vez não me trouxe calma. Não me pacificou.

as rotações da minha cabeça não pararam, desejei mais uma vez aquela morada. E o que me revelaste, fez-me pensar se realmente seria merecido eu desejar essa morada. Senti-me traído .por mim. por te querer demais, por não querer enterrar este sentimento que eu não quero que seja tão forte, neste sentimento que só me trouxe desilusão e no fim me soou a falso. Porque no fim me senti usado, porque me senti desrespeitado...

Por me sentir vazio como a morada dos mortos está vazia de vida.

recordo os mimos trocados, recordo os ronronares no ouvido, recordo babes, recordo jantares a dois que preparei sem esperar nada em troca, só um sorriso de satisfação. revejo videos de cumplicidade.

choro, só agora fui capaz.

porque te entreguei meu corpo como nunca o fiz a ninguém.

por tudo isso eu sinto agora também o salgado.

Não me sinto menor. Porque silêncios não significam ausências.

Porque uma frase bem construída não significa amor.

Porque quando te começei a amar...

tu esventraste o meu peito, arrancaste meu coração ,deitaste fora e cuspiste nele.

pela indiferença.

pelo falso.

pelas mentiras.

pelas armadilhas que se vieram a revelar receios de que te fizesse o que me fizeste.

mas no fim, e quando pedi sinceridade, quando precisei de ti.

lavaste-me a alma com sarcasmo, ódio, desprezo...

e mesmo assim continuo a sentir o teu cheiro na cama, continuo a procurar-te na cama. espero sempre ouvir a porta abrir e que entres para me dar um beijo e um abraço de que preciso.

precisei de ti.

precisei dos amigos.

precisei de conforto.

precisei de alguém que me ajudasse a levantar.


Não encontrei nada do que precisava.


Em noita de folia popular. procurei-te em todos os cantos.

Com esperança de rever mais uma vez o olhar pelo qual me perdi.

rodeado por uma manta de estranhos, chorei, sem querer e sem conseguir parar de o fazer, ao ver as lágrimas de artfício que se esbatiam nos céus.

procurava-te na outra margem.

E no entanto não liguei ao que me diziam, procurei em ti um desmentido.

Acreditei que a vontade que tenho de não repetir erros passados, também fosse tua.

e no entanto,na noite anterior, absorvido por alcoól e fumos estranhos, mas recorrentes, magoaste-me em frente a estranhos, a medos que conhecias, enfiaste-me as chaves nos bolsos e lançaste-me um olhar de desprezo, e deste-me um ADEUS, seco, sem emoção, sem dor de tua parte.

senti-me traído. perdido. esgotado.... sem vida.


Valeu a pena.

Doeu demais.

Espero levantar-me.

Mas não me sinto mais capaz de me entregar tanto.

Porque te amo.
Mas não quero mais sofrer, não quero mais que chamem de mentira a este sentimento.

Deixei-me perder .

Não sou inferior.

Não sou pior.

Não espero mais.

parti.

Não sei se volto.

Não esperava uma despedida assim, mas por este meio me despeço também.

Os sentimentos não desaparecem, não se apagam. Não este pelo menos.

Espero não te ganhar ódio.

Espero não descobrir ainda mais mentiras, mas se as houver gostava de as ouvir de tua boca.
Espero por um sentimento de amizade verdadeiro, e esse sim, sem omissões, mentiras e desconfianças. Quem sabe um dia.

pela última vez...

wrrunnfsss.




adeus *

Monday, June 4, 2007

2.59

sozinho
sentido
sentado
sem nada
saudade
sentes o mesmo que eu?









































































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