Friday, March 23, 2007

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deito me procurando-te

e acordo sem ti, agarrado á almofada. espero pelo acordar dos sentidos.

levanto-me, visto-me em 5 min, lavo a cara e saio porta fora .

ouço os devaneios dos sintetizadores, vejo caras desconhecidas, e sempre com a esperança de te ver.

entro no palácio dos emergentes, sinto me o mesmo. sr alberto pergunta:

"_estamos mal hoje?

_nao, é mesmo só sono. "

caminho pelos corredores do impessoal do branco e linear aparência, e chego á sala de terapia.

um ser de tom escuro despe-se perante mim. não me provoca nenhuma reacção.

estranho, a vibração dos dedos no carvão não é a de sempre. a ânsia de explodir no papel. de o esventrar e criar a minha visão é absorvida por ti.

aviso te que acordei. o tutor adeverte para a falta de concentração.

o acto deve ser tomado a sério. a expressão flui de todo o corpo e mente.

eis que...

o turbilhão se forma, entro no mundo do ser, impávido, acomodado na pose.

desfiiguro ao inicio.

e a sensação de o representar absorve me.

negro, muito negro, rasgo o papel, deixo a minha marca.

"fúria controlada!" ..... nova advertência. "gosto, mas não é isso que quero agora!"

megulho no meu mundo e o papel é a minha mente e as mãos o que a controla.

extasiado, absorvido, empenhado.

saio

fumo um cigarro pensativo

seres de paragens inóspitas e incógnitas observam me.

autógrafo?

entro, mudo a folha, sujo as mãos e encontro me outra vez.

novo turbilhão, o silêncio de comtemplação do tutor dá me certezas.

encontrei o caminho.

o ser de ébano torna se ariano pelas minhas mãos.

refino lhe os contornos, agracio lhe as formas, a volúpia do femenino foi assimilada.

10 min!

acabou.

10 min!

outro

10 min!!!

último

saio

ouço sons daquela que se entitula por ser felino

entro em casa

penumbra

sozinho

pensativo

entro no meu quarto e sinto saudades

sinto o cheiro

aviso te

a resposta nao chega

e imagino te em sonhos, na calma incosequente do sonho

sorrio, e conforto me

o dia é longo, mas doi me nao ser maior para poder aproveitá lo contigo.





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desço os degraus até ti

e entro no mundo que descrevo aqui

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