Monday, May 14, 2007



vestido de negro, com os olhos aspirando o luar

o orvalho da madrugada repousa sobre o meu mal estar

goticulas de água fria, de brilho que extrude um espectro de cores reflectidas

neons de cores fortes

muito fortes, luz que fascina...

obturador escancarado, olhar observador, desconfiado.

egocentrismo egoista.

captação de realidades que não existem

articulações indefenidas

mágoa sem razão

arrependimento agora...

transes de sons iluminados pela penumbra de uma bola de cristal

pequena... muito pequena, de espelhos mil que nada reflectem, só cores

meus olhos em rotação, ilustração de grafite com tinta da china preta

tinta que escorre o sangue desta ferida aberta .

não cicatriza, é o medo de te perder em devaneios que te saturam

multilo os membros que me prendem os movimentos

indico aos medos uma porta de saída

gigantones! crescem quando os vejo... saltam da caixa presos por uma mola que ameaça quebrar

assumo o papel de revisor, fico á porta, espero a sua saída.

gravo te dentro do peito, tatuo o teu nome na língua para não te esquecer o sabor

amuletos que uso para os afugentar

a sala encolhe

os móveis desaparecem

escala de cinzentos, mais neons

sento me

a luz desaparece

encolho me

encosto a almofada ao peito para te sentir

ainda sinto o salgado da tristeza

os olhos não abrem, calma aparente, descanso que rasga estes medos

esventro todos os pedacinhos, queimo com uma vela que alumia o meu rosto

olho em frente

espelho maldito!

revejo esta cara..

convoco um duelo com ele, este medo que também quero ver desaparecer

procuro em mim uma razão.

um fundamento.

nuvens de fumos, fotografias em sépia, espasmos de luz

textos por explicar, memórias que me confundem, saudades que não compreendo

medo de ferir

não quero mais ferir

não quero mais nao te sentir mais próximo

não quero mais sentir o salgado

não quero mais não te ter em mim

quero a benção de latim macarrónico

quero os olhares cumplices

quero a harmonia do beijo
quero um ronronar ao acordar
quero o doce no teu olhar
quero te

coloco me em bicos de pé, quero chegar a esse puxador

quero abrir esta porta, quero deixá-los sair
ajuda me a chegar lá...

...


perdão...











1 comment:

Beno said...

Que tenhas sempre respostas às tuas confusões e dúvidas aparentes. E que acredites nelas quando as tens.

Dois.